Ela disse que me amava na sexta. Disse assim, depois daqueles momentos que a gente guarda na lembrança. Momentos de sentimentos vivos. Se fecho os olhos consigo sentir de novo o toque de seus dedos nos meus.
"Eu te amo". Ouvi e senti o momento exato, da pausa na pulsão que meu coração fez antes de acelerar. As veias cheias de alegria, daquele sangue pulsado pela felicidade das palavras ouvidas. O amor no ar. Na nossa respiração. Na nossa roupas indo pelo chão e daquela noite de prazer. Esse prazer que todo mundo, ou muito gente procura. O sexo pós um "eu te amo".
Sábado de manhã. Não era nem 8hs ouvi a porta abrir e depois fechar. Abri os olhos e ela não estava lá. Estranhei. Pensei que que ela fosse comprar algo pro café da manhã, inocência minha.
Na quarta. Fez 5 dias que ela não entra pela porta que saiu. Que sequer me responde. Saiu no sábado de manhã sem se despedir. Sem nem deixar um recado. Uma frase qualquer. Saiu e nem disse que não ia mais voltar.
Visualizou todas as mensagens e não respondeu nenhuma. Visualizou penso eu, que como se tivesse me visto na cama dormindo da última vez, antes de sair.
Hoje é quinta. E a preocupação com a ausência dela se foi. Até parece que batida do meu coração mudou pra outro instante. Ainda sinto. Sinto vivo tudo que vivemos. Cada instante. Agora sem ansiedade da não existência física do meu lado.
Coração pronto pra uma nova paixão.
Não entendo essa disposição humana de mentir que ama pra ter um sexo minimamente satisfatório. Porque parece isso. É o que consigo supor depois dessas relações assim. Silêncio.
Eu te amo. Planos e mais planos. Bons sexos pós frases assim e fim. Um sumiço. Uma desilusão. Uma verdade escancarada de mentiras postas. Ditas. Vividas. Acreditadas.
Esse tirar as roupas em busca de prazer, eu gosto. E também gosto dos planos, da ausência dos planos, da entrega toda. Me chateia a falsidade em ser.
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