Sentada numa cadeira branca de um quarto do hospital do câncer, toda torta. Que ao observar não se sabe quem esta mais torta, a cadeira ou ela. Encostada na parede logo abaixo da janela metálica, vidros e grades se atenta aos sons do quarto e um pouco dos de fora. Uma melodia dessas desafinadas ou afinadas da vida.
No corredor, vozes, passos, plásticos, vassouras no chão, rodas dos carrinhos de auxílio, coisas pequenas caindo, portas abrindo e fechando, risos...
Chove lá fora, uma chuva que cai meio forte, meio fraca. Na janela ouve se um pingo descompassado no metal, tum, tum, chuva, tum. Nas camas tocam roncos. Sim, são três, cada um no seu ritmo e tom. Parecem tentar acompanhar um ao outro, ou se complementarem na melodia do sono profundo pós-cirúrgicos. Um sono de alívio nessa jornada contra os cânceres.
As outras duas acompanhantes, dormem como podem, nas cadeiras de plástico branco torto, sem roncos. Só o som do se ajeitar sem fazer tanto barulho, pra não interromper a melodia principal, os sons dos roncos.
Na primeira cama, próxima janela. Ela respira fundo com aquele tremor interno rhum um pouco contido, boca entre aberta e ao soltar o ar treme os lábios e faz um pvrum pvrum esticado um tanto engraçado de se ver.
A segunda, no meio, respira fundo. Hora tranquilo e calmo hora como um grunido de um gato, grhum. E ao soltar um estacionar de caminhão, com o stalar dos lábios no fundo, pfssuum.
A terceira, o respirar pesado, o tom mais alto do quarto. Tanto na ida quanto na volta do ar. No mesmo tom que entra, praticamente é o mesmo que sai. Alterna em pouquíssimos decibéis a frequência sonora e não mantém um ritmo constante. Um tom mais baixo, seguido de um mais alto e outro mais alto ainda, passando para um intermediário, baixo, alto... ruhm, rhumm, rhhuuum, rhum.
Rhum, Pvrumm, grhum, pfssum, ruhmmm.
A sequência predominante do som desses roncos se cruzam com uns gemidos de pequenas dores, hurm. Sons de sustos ao acordar com sonda e logo voltar a dormir. Enfim estão toda bem nesse quarto.
No corredor, vozes, passos, plásticos, vassouras no chão, rodas dos carrinhos de auxílio, coisas pequenas caindo, portas abrindo e fechando, risos...
Chove lá fora, uma chuva que cai meio forte, meio fraca. Na janela ouve se um pingo descompassado no metal, tum, tum, chuva, tum. Nas camas tocam roncos. Sim, são três, cada um no seu ritmo e tom. Parecem tentar acompanhar um ao outro, ou se complementarem na melodia do sono profundo pós-cirúrgicos. Um sono de alívio nessa jornada contra os cânceres.
As outras duas acompanhantes, dormem como podem, nas cadeiras de plástico branco torto, sem roncos. Só o som do se ajeitar sem fazer tanto barulho, pra não interromper a melodia principal, os sons dos roncos.
Na primeira cama, próxima janela. Ela respira fundo com aquele tremor interno rhum um pouco contido, boca entre aberta e ao soltar o ar treme os lábios e faz um pvrum pvrum esticado um tanto engraçado de se ver.
A segunda, no meio, respira fundo. Hora tranquilo e calmo hora como um grunido de um gato, grhum. E ao soltar um estacionar de caminhão, com o stalar dos lábios no fundo, pfssuum.
A terceira, o respirar pesado, o tom mais alto do quarto. Tanto na ida quanto na volta do ar. No mesmo tom que entra, praticamente é o mesmo que sai. Alterna em pouquíssimos decibéis a frequência sonora e não mantém um ritmo constante. Um tom mais baixo, seguido de um mais alto e outro mais alto ainda, passando para um intermediário, baixo, alto... ruhm, rhumm, rhhuuum, rhum.
Rhum, Pvrumm, grhum, pfssum, ruhmmm.
A sequência predominante do som desses roncos se cruzam com uns gemidos de pequenas dores, hurm. Sons de sustos ao acordar com sonda e logo voltar a dormir. Enfim estão toda bem nesse quarto.
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