No quarto roupas e sapatos espalhados pelo chão, uma cama dura com um lençol cor palha amarrotado pelos movimentos dos dois. O lençol já estava suado dos movimentos da noite passada, um detalhe que ele nem vai saber e ela realmente não liga. Um cobertor preto caindo nos pés da cama. Ela e ele nus. Ele ainda ofegante enquanto se ajeita na cama e ao mesmo tempo ajeita o travesseiro na cabeça, se esparrama na cama satisfeito. E ela, bem ela puxou o travesseiro pra parede e sentou na cama se encostando nele com uma expressão daquelas sabe "mais uma foda ruim". Acendeu um cigarro, tragou e sem tirar a mão de perto da boca, segurando o cigarro com dois dedos costumeiros de qualquer fumante, acaricia sua própria boca com os três dedos restantes e lembrou a si mesma que ela é capaz sim de sentir prazer.
Ele deitado com um braço atrás da cabeça, olha pra ela é diz:
_ Você não tem medo não?
_ Do que?
_ De deixar um homem estranho como eu, entrar na sua casa assim...
Se conheceram em um desses aplicativos de encontro, cerca de duas horas antes. Ele disse "oi", ela respondeu. Trocaram meia duzia de perguntas rotineiras pra quem procura sexo e lá estavam na casa dela.
_ Fico mais insatisfeita com as trepadas mal feitas sabe... - respondeu sem muita paciência.
_ Eu poderia ser um assassino. Vocês mulheres se colocam muito em risco. É disso que to falando. - ainda esparramado na cama
Ela tragou mais uma vez seu cigarro, olhou pra ele e com ar de espanto, que depois passou a ser de emoção e finalizou com a expressão de preocupação debochada com uma pergunta:
_ Que sorte sua ser um homem! Pode escolher ser o assassino! E eu posso ser a vitima da vez, certo?!
_ Não! Não vou te matar. - sorriso de canto no rosto.
_ Ufa, Agradecida pela foda segura.
Mais um trago e ela continua.
_ Mas e você, não ficou com medo não?
_ Só de você ser feia a ponto de meu pau não subir. - sorrindo continuou - Encarre como um elogiou.
_ Obrigada! - com tom simpática - Água?
_ Há sim, eu aceito!
Ela levantou da cama, calçou seus chinelos e foi nua até a cozinha. Abriu o armário, pegou dois copos. Abriu a gaveta de talheres, pegou uma colher pequena e no potinho de sal que não tinha sal, jogou um pouco do pó branco já usado outras tantas vezes dentro de um dos copos. Abriu a geladeira, pegou a garrafa transparente de água. Encheu ambos os copos. Bebeu um pouco de água daquele que seria o seu copo. E, antes de fechar a porta de geladeira, pegou um pêssego e o segurou na mordida. Alcançou os copos e voltou ao quarto. Entregou o copo de água para ele que de imediato sentou na cama. Ela colocou seu copo sobre o criado mudo, segurou o pêssego na boca, terminou de morder, mastigou observando ele tomar a água e quando ele terminou logo falou:
_ Bom, eu preciso dormir. Acordo cedo amanhã. Se vista, eu abro a porta pra você sair.
Ele se pôs de pé, bateu continência e sorrindo exclamou:
_Sim senhora! - E continuou enquanto pegava as roupas para se vestir - Gosto de mulheres assim, livres. Que querem trepar e pronto. É difícil conseguir uma trepada e só.
_ Já eu acho mais difícil conseguir uma boa trepada...
Ele ficou meio cabisbaixo por um instante, pensativo amarrou os sapatos. Se pôs de pé e falou:
_ Pronto senhora.
Já na porta:
_ Eu abro a porta.
_ Assim quem sabe eu volte? - com um sorriso de canto e uma piscadinha.
_ Assim quem sabe não! Tenha uma boa noite.
_ Ok, ok. Boa noite! Pelo menos eu gozei. - disse já do lado de fora com um sorriso sarcástico.
E com um sorriso mais sarcástico ainda ela respondeu
_ Quem sabe pela ultima vez!
Fechou e trancou a porta. Terminou de comer seu pêssego no quarto, sentada na cama. Abriu a gaveta do criado mudo, pegou seu caderno de anotações. Folheou até a ultima folha escrita. Escreveu dando sequência a lista numérica: "180º - 25 anos, sem nome". A lista era intitulada: Cardápio de Vitimas. Folheou saudosamente o caderno. Com um sorriso de satisfação fechou e guardou de volta na gaveta. Pegou seu celular e foi procurar por outro homem querendo apenas sexo na lista dos aplicativos. Afinal ainda eram 22hs, cedo de mais pra dormir. Sabia que algumas vezes erá só na segunda ou terceira tentativa da noite, que o sexo a dois, valeria a pena.
180º não virou manchete.
Ele deitado com um braço atrás da cabeça, olha pra ela é diz:
_ Você não tem medo não?
_ Do que?
_ De deixar um homem estranho como eu, entrar na sua casa assim...
Se conheceram em um desses aplicativos de encontro, cerca de duas horas antes. Ele disse "oi", ela respondeu. Trocaram meia duzia de perguntas rotineiras pra quem procura sexo e lá estavam na casa dela.
_ Fico mais insatisfeita com as trepadas mal feitas sabe... - respondeu sem muita paciência.
_ Eu poderia ser um assassino. Vocês mulheres se colocam muito em risco. É disso que to falando. - ainda esparramado na cama
Ela tragou mais uma vez seu cigarro, olhou pra ele e com ar de espanto, que depois passou a ser de emoção e finalizou com a expressão de preocupação debochada com uma pergunta:
_ Que sorte sua ser um homem! Pode escolher ser o assassino! E eu posso ser a vitima da vez, certo?!
_ Não! Não vou te matar. - sorriso de canto no rosto.
_ Ufa, Agradecida pela foda segura.
Mais um trago e ela continua.
_ Mas e você, não ficou com medo não?
_ Só de você ser feia a ponto de meu pau não subir. - sorrindo continuou - Encarre como um elogiou.
_ Obrigada! - com tom simpática - Água?
_ Há sim, eu aceito!
Ela levantou da cama, calçou seus chinelos e foi nua até a cozinha. Abriu o armário, pegou dois copos. Abriu a gaveta de talheres, pegou uma colher pequena e no potinho de sal que não tinha sal, jogou um pouco do pó branco já usado outras tantas vezes dentro de um dos copos. Abriu a geladeira, pegou a garrafa transparente de água. Encheu ambos os copos. Bebeu um pouco de água daquele que seria o seu copo. E, antes de fechar a porta de geladeira, pegou um pêssego e o segurou na mordida. Alcançou os copos e voltou ao quarto. Entregou o copo de água para ele que de imediato sentou na cama. Ela colocou seu copo sobre o criado mudo, segurou o pêssego na boca, terminou de morder, mastigou observando ele tomar a água e quando ele terminou logo falou:
_ Bom, eu preciso dormir. Acordo cedo amanhã. Se vista, eu abro a porta pra você sair.
Ele se pôs de pé, bateu continência e sorrindo exclamou:
_Sim senhora! - E continuou enquanto pegava as roupas para se vestir - Gosto de mulheres assim, livres. Que querem trepar e pronto. É difícil conseguir uma trepada e só.
_ Já eu acho mais difícil conseguir uma boa trepada...
Ele ficou meio cabisbaixo por um instante, pensativo amarrou os sapatos. Se pôs de pé e falou:
_ Pronto senhora.
Já na porta:
_ Eu abro a porta.
_ Assim quem sabe eu volte? - com um sorriso de canto e uma piscadinha.
_ Assim quem sabe não! Tenha uma boa noite.
_ Ok, ok. Boa noite! Pelo menos eu gozei. - disse já do lado de fora com um sorriso sarcástico.
E com um sorriso mais sarcástico ainda ela respondeu
_ Quem sabe pela ultima vez!
Fechou e trancou a porta. Terminou de comer seu pêssego no quarto, sentada na cama. Abriu a gaveta do criado mudo, pegou seu caderno de anotações. Folheou até a ultima folha escrita. Escreveu dando sequência a lista numérica: "180º - 25 anos, sem nome". A lista era intitulada: Cardápio de Vitimas. Folheou saudosamente o caderno. Com um sorriso de satisfação fechou e guardou de volta na gaveta. Pegou seu celular e foi procurar por outro homem querendo apenas sexo na lista dos aplicativos. Afinal ainda eram 22hs, cedo de mais pra dormir. Sabia que algumas vezes erá só na segunda ou terceira tentativa da noite, que o sexo a dois, valeria a pena.
180º não virou manchete.
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