O dia 29/04 foi um dia que realmente nunca vou esquecer e sem duvida todos e todas que estavam lá também não.
Um dos momento que me dói muito lembrar, foi quando a tropa de choque sai de sena, a PM cerca novamente a ALEP com grades e com 2 ou 3 filas de Policiais. Todos preparados para um novo confronto.
A primeira fileira com escudo, aquele escudo transparente escrito "POLÍCIA", os PMs com capacetes, uma fila de PMs atras como se estivessem segurando os da frente.
A população vem até a grade, a votação já tinha sido aprovada e a população encarava a PM.
Era um sentimento de nojo, injustiça, indignação sem fim.
Professores e Professaras nas grades chorando, olhando para a PM e dizendo muitas coisas, como "Vocês contribuíram para acabarem com a nossa democracia", "Seus filhos vão ficar sem aula, seus filhos também serão atingidos", "Vocês nos agrediram", "Covardes", "Bando de pau mandados", "PM violenta", "Sou professora do Estado a 30 anos, 30 anos e vocês me agrediram", "Covardes"...
A PM olhava, apenas olhava e mantinha a posição.
O Choque, o que mais agrediu aquele dia, não ouviu as dores, as lamentações, os choros daqueles que voltaram até a grade para olhar para o enterro da democracia.
Era realmente um sentimento de velório no ar.
Era realmente um sentimento de impotência.
De um lado o Governo do Estado do Paraná, com um aparato policial gigantesco pronto a matar aqueles que não concordassem com eles e do outro a sociedade impotente.
Dói lembrar de tudo que vivi e vi.
Dói saber que a maquina publica nesse país e usada sempre para privilegiar e proteger aqueles que estão dentro, administrando ela.
Dói saber que uma parcela da população não entende e não entende porque quem esta dentro da maquina faz questão de não explicar como ela funciona pra quem esta do lado de fora.
Dói.
Um dos momento que me dói muito lembrar, foi quando a tropa de choque sai de sena, a PM cerca novamente a ALEP com grades e com 2 ou 3 filas de Policiais. Todos preparados para um novo confronto.
A primeira fileira com escudo, aquele escudo transparente escrito "POLÍCIA", os PMs com capacetes, uma fila de PMs atras como se estivessem segurando os da frente.
A população vem até a grade, a votação já tinha sido aprovada e a população encarava a PM.
Era um sentimento de nojo, injustiça, indignação sem fim.
Professores e Professaras nas grades chorando, olhando para a PM e dizendo muitas coisas, como "Vocês contribuíram para acabarem com a nossa democracia", "Seus filhos vão ficar sem aula, seus filhos também serão atingidos", "Vocês nos agrediram", "Covardes", "Bando de pau mandados", "PM violenta", "Sou professora do Estado a 30 anos, 30 anos e vocês me agrediram", "Covardes"...
A PM olhava, apenas olhava e mantinha a posição.
O Choque, o que mais agrediu aquele dia, não ouviu as dores, as lamentações, os choros daqueles que voltaram até a grade para olhar para o enterro da democracia.
Era realmente um sentimento de velório no ar.
Era realmente um sentimento de impotência.
De um lado o Governo do Estado do Paraná, com um aparato policial gigantesco pronto a matar aqueles que não concordassem com eles e do outro a sociedade impotente.
Dói lembrar de tudo que vivi e vi.
Dói saber que a maquina publica nesse país e usada sempre para privilegiar e proteger aqueles que estão dentro, administrando ela.
Dói saber que uma parcela da população não entende e não entende porque quem esta dentro da maquina faz questão de não explicar como ela funciona pra quem esta do lado de fora.
Dói.
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