Homens são treinados para ouvir outros homens e treinados para criticarem/julgarem/violentarem mulheres.
Fico com uma raiva extrema quando estou tentando dialogar/explicar uma ação machista e os caras insistem em, xingar ou usar argumentos absurdos.
Por exemplo, revenge porn onde as pessoas começam a xingar a mulher e não o cara, onde as pessoas culpam a mulher por estar transando e ah culpam pela exibição, tirando toda e qualquer culpa do homem que esta expondo o vídeo sem permissão.
"Olha, to comendo uma mulher, cumprindo minha função de macho."
Criticar, julgar e violentar se faz para mulheres.
Odeio estar em uma discussão falando o quão isso é absurdo e tentando a todo custo explicar que homens não tem direito nenhum de fazerem isto e devem ser punidos porque isso é crime. E ver homens arrumando qualquer desculpa esfarrapada que seja para descordar de você. Ai vem um homem e fala a mesma coisa que você ficou dizendo por duas horas e o escroto da atenção pro cara e começa a mudar o discurso, passa principalmente a ser educado com o cara porem continua sendo grosseiro com a mulher.
Isso acontece muito em grupos feministas. Onde um homem só esculta quando outro homem fala.
Queria ver homens que se dizem feministas debatendo isso com outros homens.
Tenho a impressão que enquanto não admitirem que foram treinados a sempre discordar, porque isto não lhes tira todo o privilégio que gozam sendo homens, enquanto homens não admitirem seus privilégios, haverá Lattufs da vida.
Olho para estes caras e penso, ser impossível não ser má fé/podridão/escrotisse pura mesmo. Tenho nojo.
Se dizer feminista é constantemente buscar reconhecer seus privilégios na sociedade, para que assim possa parar de ter privilégios e busque por direitos, onde todos realmente tenham os mesmo privilégios.
Aos Latuffs da vida, vocês são podres.
Aos homens que realmente entenderam o sentido do feminismo, avante.
Aos homens que não querem abrir mão de ser um escroto/babaca/nojento machista, se cuidem, a cada dia estamos mais fortes e o jogo pode virar. Não diga que não avisei.
A todos e todas, quando um(a) oprimido(a) fala, todos os opressores devem ouvir se quiserem deixar de ser opressor. Se de fato quiser um mundo justo.
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