Ler a frase "Isto não é sobre sexo, é sobre violência" em uma foto da Marcha das Vadias de 2011 me fez entrar de cabeça neste movimento e vou explicar porque.
No instante que li aquela frase no meio de tantas outras como "Meu corpo, minhas regras", "No meu corpo mando eu", "A culpa nunca é da vítima", "Vadia Livre" e etc. Compreendi a gritante diferença entre sexo e violência sexual. Naquele instante me entendi vitima. Me vi vitima. Sim foi a primeira vez que tive certeza. E mesmo com a certeza, quis negar, porque dói. Dói muito compreender isto quando você foi uma vitima.
Falamos muito sobre sexo, porem falamos pouco, pouquíssimo sobre algo fundamentar para se ter/ser sexo: consentimento.
Digo "falamos" aqui em um contexto geral enquanto sociedade. Afinal que roda de conversar fica sem abordar o tema né. Sexo ta na boca de todo mundo, basicamente falamos muito sobre sexo sem definir a diferença de sexo e violência e definir isto é importantíssimo.
Mas afinal o que é consentimento e porque é tão importante assim falarmos sobre ele? A resposta é simples pra mim, a compreensão dela determina nossas atitudes/ações como "violentas" e "não violentas". E de quebra entendo que ter noção de "consentimento" permite também outra coisa, ter noção e completo controle sobre nossos corpos e desejos. É tipo ter plena certeza que podemos dizer não a qualquer momento e quando o dizemos quem desrespeita nosso NÃO, esta nos violentando.
Precisamos falar sobre sexo com crianças/adolescentes e precisamos falar sobre sexo consentido. Não falar sobre isto é colocar crianças em risco, é não ensina-las a dizer NÃO, é não ensina-las a pedir ajuda, a contar.
Falar sobre consentimento é ensinar a diferença entre sexo e violência. Falar sobre consentimento é falar que cu de bêbado tem dono sim. Que mulher bêbada não esta pedindo, que mulher de mini-saia, sozinha, de noite não esta "pedindo" nada.
Entender o que é consentimento é entender que não há justificativa nenhuma pra dizer/pensar que "mulher merece ser estuprada" ou que há alguma justificativa para um ato injustificável. NINGUÉM MERECE SOFRER UMA VIOLÊNCIA.
A Marcha das Vadias vem para falar sobre falta de consentimento, por tanto sobre violência, por isto a frase "Isto não é sobre sexo, é sobre violência". Temos que falar sobre sexo, sobre sexo consentido, para que não nos tornemos violentos, para saibamos dizer não.
Precisamos falar sobre como não cometer uma violência para não precisarmos mais falar sobre violências. Para acabar com violências.
Ensinem seus filhos a terem noção sobre CONSENTIMENTO, sobre sexo consentido. Ensinem seus filhos a fazerem sexo consentido.
No instante que li aquela frase no meio de tantas outras como "Meu corpo, minhas regras", "No meu corpo mando eu", "A culpa nunca é da vítima", "Vadia Livre" e etc. Compreendi a gritante diferença entre sexo e violência sexual. Naquele instante me entendi vitima. Me vi vitima. Sim foi a primeira vez que tive certeza. E mesmo com a certeza, quis negar, porque dói. Dói muito compreender isto quando você foi uma vitima.
Falamos muito sobre sexo, porem falamos pouco, pouquíssimo sobre algo fundamentar para se ter/ser sexo: consentimento.
Digo "falamos" aqui em um contexto geral enquanto sociedade. Afinal que roda de conversar fica sem abordar o tema né. Sexo ta na boca de todo mundo, basicamente falamos muito sobre sexo sem definir a diferença de sexo e violência e definir isto é importantíssimo.
Mas afinal o que é consentimento e porque é tão importante assim falarmos sobre ele? A resposta é simples pra mim, a compreensão dela determina nossas atitudes/ações como "violentas" e "não violentas". E de quebra entendo que ter noção de "consentimento" permite também outra coisa, ter noção e completo controle sobre nossos corpos e desejos. É tipo ter plena certeza que podemos dizer não a qualquer momento e quando o dizemos quem desrespeita nosso NÃO, esta nos violentando.
Precisamos falar sobre sexo com crianças/adolescentes e precisamos falar sobre sexo consentido. Não falar sobre isto é colocar crianças em risco, é não ensina-las a dizer NÃO, é não ensina-las a pedir ajuda, a contar.
Falar sobre consentimento é ensinar a diferença entre sexo e violência. Falar sobre consentimento é falar que cu de bêbado tem dono sim. Que mulher bêbada não esta pedindo, que mulher de mini-saia, sozinha, de noite não esta "pedindo" nada.
Entender o que é consentimento é entender que não há justificativa nenhuma pra dizer/pensar que "mulher merece ser estuprada" ou que há alguma justificativa para um ato injustificável. NINGUÉM MERECE SOFRER UMA VIOLÊNCIA.
A Marcha das Vadias vem para falar sobre falta de consentimento, por tanto sobre violência, por isto a frase "Isto não é sobre sexo, é sobre violência". Temos que falar sobre sexo, sobre sexo consentido, para que não nos tornemos violentos, para saibamos dizer não.
Precisamos falar sobre como não cometer uma violência para não precisarmos mais falar sobre violências. Para acabar com violências.
Ensinem seus filhos a terem noção sobre CONSENTIMENTO, sobre sexo consentido. Ensinem seus filhos a fazerem sexo consentido.
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