Aquele momento que você percebe o quão nojento é a adoração masculina pelo controle do corpo e vida das mulheres.
Um pai para os amigos:
Pai: _ Você pergunta pra minha filha de 5 anos se ela tem namorado e ela responde toda orgulhosa "Não, sou do papai". Meu orgulho.
Pai: _ Você pergunta pra minha filha de 5 anos se ela tem namorado e ela responde toda orgulhosa "Não, sou do papai". Meu orgulho.
Me bete uma revolta de lembrar da minha infância, lembrar de como os homens da minha família me tratavam/tratam e como todas as mulheres da minha família tratam umas as outras.
Por sorte a revolta bate! Perceber que nossa liberdade é tirada desde pequenas e que além de tirada, nos é ensinado/empurrada com beijos e abraços de "cuidado" disfarçados de amor que não precisamos de liberdade, porque "somos de alguém" é necessário para gritarmos: Parou, não somos de ninguém, somos nossas e só nossas!
Perceber que não pertencemos a ninguém, que não precisamos pertencer a alguém enquanto mulher, é além de reconhecer que "no meu corpo mando eu", também perceber que somos capazes de reconhecer o quão baixo e nojento é repetir o discurso doutrinador "você é do papai", "Você é do seu maridos", "você precisa arrumar um marido". Chega, não precisamos de donos. Somos nos as donas de nossas vidas, de nossos corpos e principalmente de nossos orgasmos.
Mulheres se libertem!
Homens, parem de adorem ter controles sobre mulheres. Só parem.
Homens, parem de adorem ter controles sobre mulheres. Só parem.
Parte dois, da revolta:
Porra, deixei de fazer tanta coisa na minha vida porque "era do papai", "dos irmãos", "do namorado"...
É uma grande bosta ter noção do quanto a nossa liberdade foi/É tirada todos os dias. Do tanto de coisas deixamos de fazer porque realmente acreditamos que estávamos sendo livres não fazendo algo que "os outros" não iriam gostar/aprovar. UM FODA-SE BEM GRANDE!
Dói saber que boa parte da sua vida foi uma ilusão. Saber que não precisava ter sentido todas aquelas "culpa moral" por ter sido realmente livre, quando por um instante escolheu fazer, o que você chamou de "loucura" - usar aquele vestido curto; dar moral e pegar aquele cara que você tanto estava afim; voltar 2/4 horas depois do combinado com seu pai; beber até dizer chega e dormir na casa da amiga e voltar pra casa com medo de que descobrissem; transar; transar e transar de novo.
Revolta saber que não precisava ter sentindo culpa por ser livre, mas sentimos.
Sabe, FODA-SE
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