Estou passando por uma experiência fantástica e tenho que compartilhar.
Sempre tive dificuldades de aceitar o termo mulher, por ele sempre ter sido direcionado a mim como algo imposto e limitando a minha liberdade.
Estas frases e tantas outras sempre me incomodaram na infância, adolescência e continuam me incomodando: "Você é uma mulher, senta direito. Fecha as pernas. Fale baixo. Se comporte como uma mocinha. Não suba ai. Isto é coisa de menino, não pode. Você é mocinha não pode fazer isto. Mulher não faz esta coisas. Mulher não fala palavrão. Mulher não bebe. É feio mulher ser assim. É vulgar mulher falar de sexo. Os homens não querem mulheres assim. Obedeça."
Odiava estas frases, por simplesmente querer ser eu, sem imposições e sem limites para ser o quem sou. E a cultura machista me apresentou que ser mulher era se negar e seguir um papel de submissão. Ser inferior aos homens. Enfim, me ensinou que ser mulher era ruim, era menos e eu não queria ser menos. Por isto sempre tive muita dificuldade de me sentir mulher.
A três anos comecei a militar na Marcha das Vadias e conheci através da marcha a militância de pessoas trans*. Conheci e passei a conviver com pessoas trans*, homens e mulheres trans*.
No ultimo mês, tenho acompanhado um trabalho de foto documental sobre mulheres trans* que se prostituem e tenho conversado com estas mulheres, ouvido suas histórias de vidas, suas transformações, suas lutas, as violências que passaram, os leões que matam todos os dias para continuarem vivendo e digo, esta sendo a melhor experiência da minha vida principalmente porque elas, estas mulheres de pau estão me mostrando um lado do "ser mulher" completamente diferente do que ouvi.
Enquanto toda a cultura machista me dizia que "ser mulher" era algo ruim, era submissão. Elas me mostram que ser mulher é bom, é maravilhoso, é ser livre, é ser quem se é, quem se sente, ser corajosa, bater de frente e principalmente ser desobediente a uma norma.
"Sempre me senti uma menina, ai um dia me disseram que eu era um menino. Não entendi porque me sentia uma menina. Sempre me senti mulher."
Esta frase resume o que ouvi da maioria das mulheres trans* que conheci/conheço. E quando olho pra elas e vejo o sorriso no rosto ao dizer "Sou mulher", a entonação na voz com uma certeza de quem se é. É tão gostosa de ver e sentir, que tornou-se libertador pra mim.
Sim, a libertação destas mulheres fortes e guerreiras esta conseguindo libertar a mulher em mim.
Por causa delas comecei a ter orgulho do "ser mulher", por causa delas mudei a minha visão para algo bom, positivo e libertador.
Por causa delas estou me descobrindo.
Sempre tive dificuldades de aceitar o termo mulher, por ele sempre ter sido direcionado a mim como algo imposto e limitando a minha liberdade.
Estas frases e tantas outras sempre me incomodaram na infância, adolescência e continuam me incomodando: "Você é uma mulher, senta direito. Fecha as pernas. Fale baixo. Se comporte como uma mocinha. Não suba ai. Isto é coisa de menino, não pode. Você é mocinha não pode fazer isto. Mulher não faz esta coisas. Mulher não fala palavrão. Mulher não bebe. É feio mulher ser assim. É vulgar mulher falar de sexo. Os homens não querem mulheres assim. Obedeça."
Odiava estas frases, por simplesmente querer ser eu, sem imposições e sem limites para ser o quem sou. E a cultura machista me apresentou que ser mulher era se negar e seguir um papel de submissão. Ser inferior aos homens. Enfim, me ensinou que ser mulher era ruim, era menos e eu não queria ser menos. Por isto sempre tive muita dificuldade de me sentir mulher.
A três anos comecei a militar na Marcha das Vadias e conheci através da marcha a militância de pessoas trans*. Conheci e passei a conviver com pessoas trans*, homens e mulheres trans*.
No ultimo mês, tenho acompanhado um trabalho de foto documental sobre mulheres trans* que se prostituem e tenho conversado com estas mulheres, ouvido suas histórias de vidas, suas transformações, suas lutas, as violências que passaram, os leões que matam todos os dias para continuarem vivendo e digo, esta sendo a melhor experiência da minha vida principalmente porque elas, estas mulheres de pau estão me mostrando um lado do "ser mulher" completamente diferente do que ouvi.
Enquanto toda a cultura machista me dizia que "ser mulher" era algo ruim, era submissão. Elas me mostram que ser mulher é bom, é maravilhoso, é ser livre, é ser quem se é, quem se sente, ser corajosa, bater de frente e principalmente ser desobediente a uma norma.
"Sempre me senti uma menina, ai um dia me disseram que eu era um menino. Não entendi porque me sentia uma menina. Sempre me senti mulher."
Esta frase resume o que ouvi da maioria das mulheres trans* que conheci/conheço. E quando olho pra elas e vejo o sorriso no rosto ao dizer "Sou mulher", a entonação na voz com uma certeza de quem se é. É tão gostosa de ver e sentir, que tornou-se libertador pra mim.
Sim, a libertação destas mulheres fortes e guerreiras esta conseguindo libertar a mulher em mim.
Por causa delas comecei a ter orgulho do "ser mulher", por causa delas mudei a minha visão para algo bom, positivo e libertador.
Por causa delas estou me descobrindo.
Comentários
Postar um comentário