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Mostrando postagens de 2021

Despedida despida

 Ela olhou cada pedaço do meu corpo. Olhou, com olhos de curiosa. De descoberta.  Com olhos de desejo. De sede. Ela tocou cada pedaço do meu corpo com vontade. Vontade de ficar.  Vontade de voltar.  Ela se despediu no momento que se despiu.  Na mesma sintonia da chegada, a partida.  Ela me permitiu olhar cada centímetro dela.  Olhar do inteiro a parte. Me permitiu sentir seu cheiro de sexo, misturado com meu sexo. Me permitiu tocar seu corpo com vontade. Vontade de ficar.  Vontade de voltar. Me despedi no momento que me despi.  Na mesma sintonia dela. 

Sobre mais de uma

Gosto da nossa transa  porque ela não se repete É sempre um frio na barriga de descoberta de como vai ser.  É um rolar constante Prometo só tocar seu corpo quando estiver com disposição de curiosidade.  Esse curiosidade de descoberta. Do prazer. Do prazer de saber se tá bom.  Quero beijar você mulher!  Dona desse sorriso lindo Dessa maneira de ser incrível Desse balançar de vida, que ritma meu coração 4, 5, 6 crush

Disse que me amava na sexta

Ela disse que me amava na sexta. Disse assim, depois daqueles momentos que a gente guarda na lembrança. Momentos de sentimentos vivos. Se fecho os olhos consigo sentir de novo o toque de seus dedos nos meus.  "Eu te amo". Ouvi e senti o momento exato, da pausa na pulsão que meu coração fez antes de acelerar. As veias cheias de alegria, daquele sangue pulsado pela felicidade das palavras ouvidas. O amor no ar. Na nossa respiração. Na nossa roupas indo pelo chão e daquela noite de prazer. Esse prazer que todo mundo, ou muito gente procura. O sexo pós um "eu te amo".  Sábado de manhã. Não era nem 8hs ouvi a porta abrir e depois fechar. Abri os olhos e ela não estava lá. Estranhei. Pensei que que ela fosse comprar algo pro café da manhã, inocência minha.  Na quarta. Fez 5 dias que ela não entra pela porta que saiu. Que sequer me responde. Saiu no sábado de manhã sem se despedir. Sem nem deixar um recado. Uma frase qualquer. Saiu e nem disse que não ia mais voltar.  Visu...

[...]PARTE 1

 [...] _ Ela foi covarde. _ Ela não queria ser mãe e escolheu alguém que queria, para ser a mãe da criança dela. Isso não é ser covarde. É ser racional.  _ Você não a odeia? Não odeia isso tudo, ou ao menos parte disso? _ Não tenho motivos para ódio. Mas se quer saber de sentimento. Do que sinto falta. Digo, sinto falta de saber se ela me amou porque gostou de mim, ou se amou a ideia de eu ser uma boa mãe.  _ E qual a diferença? _ Ser uma mulher. Ser vista primeiro como mulher, não enquanto uma mãe. É essa a diferença. Saber como ela me viu pode me ajudar a elaborar melhor o que sinto por ela. _ E o que você sente por ela? _ Eu não sei, por isso sinto falta. E não saber as vezes é pior. [...]

não se desfaz

 Não se desfaz o amor que se sentiu quando se percebeu amando  O que se desfaz é a expectativa das ideias futuras de uma vida feliz quando o outro já se mostra outro para além  daquilo que amou.