[...] _ Ela foi covarde. _ Ela não queria ser mãe e escolheu alguém que queria, para ser a mãe da criança dela. Isso não é ser covarde. É ser racional. _ Você não a odeia? Não odeia isso tudo, ou ao menos parte disso? _ Não tenho motivos para ódio. Mas se quer saber de sentimento. Do que sinto falta. Digo, sinto falta de saber se ela me amou porque gostou de mim, ou se amou a ideia de eu ser uma boa mãe. _ E qual a diferença? _ Ser uma mulher. Ser vista primeiro como mulher, não enquanto uma mãe. É essa a diferença. Saber como ela me viu pode me ajudar a elaborar melhor o que sinto por ela. _ E o que você sente por ela? _ Eu não sei, por isso sinto falta. E não saber as vezes é pior. [...]